A Justiça Federal resolveu pôr ponto final, literalmente, na carreira de um advogado até então com gosto por luxo, ele foi condenado a 4 anos de prisão por integrar um esquema de fraudar aposentadorias no Piauí. O crime? Transformar o INSS em espécie de cashback previdenciário, com direito a bônus em honorários de 20% a 30% por “serviços”.
A acusação sustenta que o advogado Rodney Spíndola se apropriou do sistema de aposentadorias rurais usando documentos falsificados e contratos com prefeituras locais, a tal promessa de reembolso com “cashback”, tudo para tirar vantagem do dinheiro público. O prejuízo para o INSS ultrapassa milhões de reais 🇧🇷.

A engrenagem do golpe
O esquema dava saltos de estado, indo além do Piauí, Maranhão, Ceará e até Goiás viram o mesmo modus operandi. A PF apreendeu recentemente cinco carros de luxo do profissional, que já havia perdido seis em fase anterior da operação Grima II, dentro das investigações da Operação Bússola.
Aqui vai a “receita do bolo”: um advogado articulava um gestor municipal, promete o reembolso, assina contrato e recebe uma parte como remuneração, tudo com documentos falsos e rateio com prefeitos. De um lado, o advogado de gravata. Do outro, o INSS com calote milionário.