Um dos edifícios mais importantes da história econômica do Piauí voltar a ocupar posição de destaque na paisagem urbana de Parnaíba. O antigo Armazém Casa Inglesa, construído no século XIX e localizado no Parque das Ruínas, às margens do Rio Parnaíba, está sendo planejado para se transformar em um museu de nova geração, reunindo patrimônio histórico, inteligência artificial, experiências imersivas e preservação digital da memória regional.
O projeto prevê a restauração completa do imóvel histórico, preservando sua arquitetura original e adaptando seus amplos galpões para receber um dos mais avançados espaços museológicos do país. A proposta transforma um antigo centro de armazenagem e comércio em um ambiente dedicado à ciência, cultura, tecnologia e educação, devolvendo protagonismo a um patrimônio que marcou o desenvolvimento econômico de Parnaíba.

Muito além de um museu tradicional, o espaço foi concebido para oferecer uma experiência tecnológica inédita na região. Os visitantes poderão interagir com exposições utilizando:
- Realidade Aumentada (RA);
- Realidade Virtual (VR);
- Projeções mapeadas;
- Gêmeos Digitais (Digital Twins);
- Plataformas digitais de pesquisa;
- Ambientes interativos e imersivos.
Essas tecnologias permitirão reconstruir edifícios desaparecidos, visualizar antigas embarcações, percorrer diferentes períodos históricos e acessar informações de forma dinâmica e imersiva.
O acervo deverá reunir documentos históricos, fotografias, mapas, peças arqueológicas, registros iconográficos e objetos que contam a formação da Planície Litorânea do Piauí. A proposta prevê a digitalização de mais de 10 mil itens, garantindo sua preservação permanente e criando uma plataforma pública de acesso ao patrimônio histórico regional para pesquisadores, estudantes e cidadãos.
Preservar para não perder
O projeto nasce diante de um cenário preocupante.
Levantamentos apontam que 74% da memória histórica do Piauí permanece invisível ou em risco iminente, enquanto menos de 20% dos acervos históricos brasileiros estão devidamente digitalizados, evidenciando um grande desafio nacional na preservação do patrimônio cultural.
Como resposta, o projeto MANDU prevê a digitalização de mais de 10 mil documentos, peças arqueológicas e outros acervos históricos, garantindo preservação permanente e ampliando o acesso público a esse material.