Audiência de julgamento sobre envenenamento de 10 pessoas em Parnaíba é adiada.

Foi adiada a audiência de instrução e julgamento do caso de envenenamento que resultou na morte de oito pessoas em Parnaíba, litoral do Piauí. A sessão estava marcada para esta quarta-feira (30) e seria realizada por videoconferência na 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnaíba.

O processo trata do envenenamento de dez pessoas, em que oito morreram, sendo que sete pertenciam à mesma família e uma era vizinha das vítimas. Outras duas pessoas sobreviveram, o que configurou também acusações por tentativa de homicídio.

Uma das principais acusadas, Maria dos Aflitos da Silva, responde pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio e está presa em Teresina. A audiência aconteceria de forma remota devido à sua custódia na capital.

A reportagem apurou que houve um entendimento entre o magistrado responsável pelo caso, o Ministério Público, a defesa e a Defensoria Pública do Estado de que a ausência física da ré poderia comprometer a condução da audiência. Diante disso, foi decidido o cancelamento da sessão. A audiência foi remarcada para o dia 5 de setembro.

Além disso, ainda não foi entregue o exame de insanidade mental de Francisco de Assis Pereira da Costa, companheiro de Maria dos Aflitos e segundo réu no processo, solicitado pela Defensoria Pública do Piauí. A ausência do laudo também inviabiliza o andamento da instrução e por isso foi anunciado que ele não participaria da audiência que estava prevista hoje. A previsão é que o documento seja entregue até o dia 4 de agosto.

“Houve um entendimento comum entre as partes, e alguns fatores motivaram esse pedido de adiamento. Um deles foi a alegação de insanidade mental levantada pela Defensoria Pública em relação a um dos réus. Além disso, a Maria dos Aflitos está presa em Teresina, distante do local dos fatos e da comarca, o que tem gerado prejuízos para a estratégia de defesa dela. Diante desse conjunto de fatores, o juiz considerou mais adequado realizar a audiência em um único ato. Por isso, houve esse acordo para o adiamento”, explicou o advogado da ré, Márcio Mourão.

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Pádua Marques

Jornalista, cronista, contista, romancista e ecologista.

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