Com palavras de ordem “tem que expulsar assediador desse lugar”, estudantes da Universidade Federal do Piauí e da universidade Federal do Delta do Parnaíba realizaram, na manhã desta quinta-feira (30), uma manifestação contra assédio e insegurança no campus. Os alunos pedem protocolos de combate a violência as mulheres mais eficientes na maior universidade pública do estado.
Segundo os estudantes, universitárias vítimas de violência estão abandonando os cursos, enquanto os acusados continuam frequentando as aulas normalmente.
O Movimento de Mulheres Olga Benário informou que acompanha sete casos de violência registrados do ano passado para cá dentro da UFPI, envolvendo assédio, estupro, violência física, psicológica e perseguição.
Um dos casos recentes foi de um Policial Militar, estudante de Direito na universidade, que foi denunciado por prática de violência sexual e manter em cárcere privado uma jornalista.
“Há uma revolta porque estudantes acusados de estupros estão tendo livre acesso à universidade, enquanto as vítimas estão deixando a sala de aula por medo de encontrá-los na universidade. Temos também a insegurança no campus e queremos assediadores expulsos”, disse Raissa Abreu, do Movimento de Mulheres Olga Benário.
A manifestação foi realizada em frente à Reitoria da UFPI, em parceria com os grevistas do Sindicato dos Trabalhadores em Universidades Federais do Piauí (Sintufpi).
Em greve há dois meses, os trabalhadores também protestam contra casos de assédio na UFPI e defendem paridade, além da redução da jornada de trabalho.
O pró-reitor de Assuntos Estudantis da UFPI, Emídio Matos, esteve presente na manifestação e garantiu diálogo com os movimentos estudantis para a adoção de ações que tragam mais segurança ao campus.