Grupos de Bumba Meu Boi assinam Carta Aberta em defesa do patrimônio cultural do Maranhão.

A Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (FUMPH), realiza no próximo dia 27 de maio (quarta-feira), às 17h, o ato oficial de assinatura da “Carta Aberta dos Grupos de Bumba Meu Boi da Grande São Luís”. O evento acontecerá na sede da Fundação, localizada na Rua Portugal, nº 285, Centro – Praia Grande.

O documento foi construído coletivamente por mestres, mestras, brincantes, entidades e representantes do poder público em defesa do Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão.

Projeto “Vozes do Bumba Meu Boi”

O ato integra o projeto “Vozes do Bumba Meu Boi”, iniciativa desenvolvida pela FUMPH a partir de uma série de reuniões e escutas com representantes dos cinco sotaques da Grande São Luís e de entidades representativas da manifestação, tais como:

  • Federação das Entidades Folclóricas e Culturais do Estado do Maranhão;
  • Central de Bumba Meu Boi da Baixada e Costa de Mão;
  • União de Bumba Bois de Orquestra do Maranhão;
  • Clube Cultural de Bumba Meu Boi de Zabumba.

Esses encontros serviram como espaço de diálogo e articulação para levantar demandas, desafios e propostas. Esse diagnóstico serviu de base para a construção da carta, consolidada em março deste ano durante o seminário “Tradição, Cultura e Desafios para a Salvaguarda do Bumba Meu Boi”, realizado no Teatro da Companhia Cazumbá.

O seminário reuniu a comunidade brincante, pesquisadores, instituições culturais e representantes do poder público municipal, estadual e federal, além do Ministério Público Estadual. O foco foi debater os desafios contemporâneos e as políticas de salvaguarda do Bumba Meu Boi, que é reconhecido pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Principais pontos defendidos na Carta Aberta:

  • Valorização econômica dos diferentes sotaques;
  • Ampliação das políticas de apoio às sedes e barracões;
  • Fortalecimento das ações de educação patrimonial;
  • Proteção dos sotaques em risco de desaparecimento;
  • Incentivo aos festivais tradicionais;
  • Criação de mecanismos permanentes de participação dos grupos nas decisões de salvaguarda.

A assinatura do documento marca um momento histórico de união e mobilização coletiva em defesa da continuidade dos saberes, tradições e modos de fazer que constituem uma das mais importantes expressões culturais do Maranhão e do Brasil.

A programação contará com a presença de mestres, mestras, brincantes, gestores públicos, pesquisadores e convidados.

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Pádua Marques

Jornalista, cronista, contista, romancista e ecologista.

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