Imprensa de Parnaíba provoca “barriga” sobre a morte do vice-prefeito Darlan Barros.

A tão diligente imprensa  de Parnaíba, atualmente formada por gente sem a menor capacidade técnica e de moral, provocou nessa quarta-feira um dos momentos mais tristes e até engraçado na atividade jornalística em se tratando de coisa séria, no caso a morte do vice-prefeito Darlan Barros.

Logo no início da tarde, as redes sociais se encheram com as primeiras informações sobre a entrada do médico Darlan Barros no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, o HEDA, na zona sul. Pra lá se deslocaram os repórteres, fotógrafos e cinegrafistas mais afamados, aqueles acostumados às corriqueiras coberturas em porta de delegacia e na Central de Flagrantes.

E naquela situação que tinha como protagonista um político, uma figura pública, ficaram ali na base da especulação, do, o que aconteceu, por que aconteceu e tudo o mais que atiça a curiosidade. No final da tarde, talvez já cansados de esperar uma resposta da assessoria de comunicação do HEDA, assim de repente, alguns desses blogs e portais que se especializaram em promover tragédias, anunciaram que o vice-prefeito havia morrido.

A notícia se espalhou como dizem, feito um rastilho de pólvora e já havia gente se antecipando nas mais sentidas condolências e coisa e tal. A assessoria de comunicação me disse que o paciente estava vivo, sendo assistido  e que as especulações eram falsas. No mesmo instante os mesmos que deram a notícia da morte de Darlan Barros, começaram a desfazer a “barriga”, no antigo jargão jornalístico, aquela informação sem fundamento, baseada no disse-me-disse, na especulação e falta de profissionalismo.

É preciso a partir desse infeliz acontecimento, repensar a responsabilidade de informar, construir uma notícia, sempre com uma apuração rigorosa pelos ditos canais competentes. Nada de com aquela ansiedade de querer passar na frente uns dos outros, de dar um furo, se incorra na infeliz empreitada de dar uma notícia falsa, errada, exagerada e que mais lá na frente será certamente desmentida.

Eu acho que o momento é mais que oportuno, por ocasião da Semana da Imprensa, que se coloque como ponto de discussão essa questão de produzir “barriga”, que na linguagem moderna estão chamando de fake news.

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Pádua Marques

Jornalista, cronista, contista, romancista e ecologista.

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