Após acompanhar o início da primeira operação de exportação de minério de ferro pelo Porto Piauí, o governador Rafael Fonteles (PT) afirmou nesta terça-feira (30) que o estado já prepara uma nova etapa da atividade portuária: a exportação de grãos, principalmente soja, ainda nos próximos meses.
Segundo o governador, o embarque do minério representa a comprovação da viabilidade operacional e econômica do porto e abre espaço para novos negócios.
“Superamos um grande desafio e agora já pensamos nos próximos. Ver um navio graneleiro atracado realmente emocionou muita gente. Agora vamos concluir esse embarque de aproximadamente 110 a 120 mil toneladas de minério de ferro, uma das maiores exportações da história do estado. Mais importante do que provar a engenharia do porto é demonstrar que ele é economicamente viável. E isso acontece porque existe carga para ser exportada”, disse o governador.
Na sequência, Rafael confirmou que uma empresa já manifestou interesse em utilizar a estrutura para exportar soja.
“Em breve vou anunciar também a primeira exportação de grãos deste ano. Motivada pelo sucesso dessa operação com minério de ferro, outra companhia deseja realizar o embarque de grãos, sobretudo soja, utilizando a mesma retroárea. O minério de ferro e os grãos serão os carros-chefes da estrutura portuária, mas teremos ainda fertilizantes, contêineres e cargas em geral passando pelo Porto Piauí”, declarou.
Críticas da oposição
Questionado sobre as críticas da oposição em relação ao modelo de transbordo utilizado na operação, o governador afirmou que a eficiência da logística será demonstrada pelos resultados.
“Eu respeito todas as críticas. Elas ajudam o governo a melhorar. Mas, nesse caso, os fatos falam por si. Primeiro diziam que eu havia calado, depois afirmavam que não haveria empresa interessada e, em seguida, que nenhum navio atracaria. Agora questionam a eficiência. Esse modelo de operação é amplamente utilizado na Ásia, na África, no Uruguai e em outros países. No Brasil ainda é pouco comum e o Piauí está inovando também na logística”, afirmou.
Rafael Fonteles acrescentou que o governo apresentará estudos técnicos detalhando os custos da operação.
“Todo o nosso time de engenharia vai apresentar os números que comprovam a viabilidade e a eficiência da operação. Os estudos mostram que ela pode ser até mais eficiente do que um modelo convencional. O importante é que o Piauí demonstra que é possível fazer diferente e com competitividade.”