O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a Polícia Federal (PF) investigue repasses de recursos feitos por Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme informações do jornal Folha de São Paulo.
Segundo o inquérito autorizado pelo magistrado, a PF deve investigar o destino dos valores que foram repassados. No dia 26 de maio deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre um pedido para ampliar o escopo da investigação.
O levantamento envolve o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ). Na solicitação, Moraes citou a recente associação do filho de Bolsonaro com as negociações do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente.
O pedido foi apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que pediu a Moraes autorização para a ampliação “objetiva e subjetiva” da investigação para incluir o senador Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro.
PAPEL DE EDUARDO BOLSONARO
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro trabalhou como produtor-executivo do filme “Dark Horse”. Segundo apurações do The Intercept Brasil divulgadas em maio, o filho do ex-presidente era responsável por captar recursos, tendo poder na tomada de decisões, inclusive financeiras, sobre a produção.
Eduardo, que teve mandato cassado e vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, tentou omitir a conexão. Em post feito no Instagram, após notícias sobre o filme ter recebido dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, em conexão articulada por Flávio Bolsonaro, Eduardo afirmou que apenas cedeu os direitos de imagem e não tinha cargo de gestão na produção.
Um dia depois, porém, o ex-deputado federal publicou um pronunciamento nas redes sociais afirmando que destinou US$ 50 mil próprios, oriundos de seu curso “Ação Conservadora”, para garantir o contrato inicial de dois anos com “um diretor de Hollywood” que desenvolveria o roteiro do filme sobre seu pai.